Por Francieli da Silva Vasconcelos

As circunstâncias, surpresas e desafios da pandemia nos fizeram refletir sobre diversos pontos de nossas vidas. Com o isolamento trazido pela quarentena, percebemos até o quanto as coisas mais simples da vida nos fizeram falta.

Diante desse cenário, inevitavelmente, algumas pessoas iniciaram um processo de reflexão sobre a necessidade de planejar e preparar sua sucessão patrimonial, o chamado Wealth Planning.

Quantas vezes você já ouviu falar de famílias que passaram anos discutindo judicialmente o patrimônio deixado pelos patriarcas? Herdeiros se desfazendo de bens para pagar os custos tributários e financeiros de um inventário? Empresas a beira da falência porque os herdeiros não estavam preparados para assumir a gestão dos negócios?

Wealth planning ou Planejamento Patrimonial consiste na união de várias ferramentas para que, em vida, a pessoa estabeleça e organize como se dará a sucessão do seu patrimônio, de forma a maximizar os benefícios financeiros e tributários de uma sucessão e mitigar os riscos e conflitos que podem surgir com a sucessão não planejada.

Através do planejamento é possível entender a atual situação familiar e patrimonial, para então definir estratégias adequadas de organização e perpetuação do patrimônio no âmbito familiar, garantindo os desejos e intenções dos detentores do patrimônio, bem como a aposentadoria segura dos patriarcas que podem permanecer no controle do patrimônio, ao tempo que garantem segurança financeira às próximas gerações.

Cada estrutura familiar e patrimônio exige um tratamento adequado, portanto não existe uma receita pronta quando se fala em planejamento patrimonial e sucessório, sendo muitas vezes utilizado um conjunto de mecanismos jurídicos e financeiros para a implantação do planejamento, como por exemplo, a constituição de uma holding ou de fundos de investimentos, doação do patrimônio em vida, confecção de testamento, acordos societários e familiares, contratação de seguros de vida, previdências privadas, entre outros.

Importante destacar que esse planejamento não afasta a necessidade de preparação dos herdeiros para que estes não sejam só herdeiros, mas sucessores.

Portanto, há necessidade de desmistificar o tabu que envolve a discussão acerca da sucessão e iniciar o planejamento, pois o quanto antes for realizado, mais organizado estará o patrimônio familiar e mais preparada para a sucessão estará a família.

Um planejamento adequado, assegura proteção, crescimento, preservação e perpetuidade do patrimônio, além de tranquilidade nos almoços de domingo em família.

Últimos Insights



A FLEXIBILIZAÇÃO DO VALE-REFEIÇÃO E OS REFLEXOS PARA AS EMPRESAS NO ÂMBITO DO PAT

Por Adilson Luís Bornhausen Em 10 de novembro o Executivo Federal editou o Decreto nº 10.854 que altera uma série de normas trabalhistas, dentre elas, com o intuito de...

Continue lendo

AS “DIRETIVAS ANTECIPADAS DE VONTADE” E O PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO

Por Francieli da Silva Vasconcelos e Elisangela Bitencourt Nos últimos anos o termo “Diretivas Antecipadas de Vontade” (ou simplesmente “DAV”) tem sido objeto de...

Continue lendo

STF CONSIDERA INCONSTITUCIONAL ICMS COM ALÍQUOTA MAIOR PARA ENERGIA ELÉTRICA E TELECOMUNICAÇÕES

Por André Hinterholz e Rafael Figura O Plenário  do STF concluiu no dia 22 de novembro o julgamento virtual do RE nº 714.139/SC, em que, por oito votos a três,...

Continue lendo